Conheça aqui algumas idéias dos consultores da SEI e o que pensam quando o assunto é Sustentabilidade nos Negócios.
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artigos e novidades Sustentável 2007 - uma entrevista com Fernando Almeida    
       
 

1. Quais serão os avanços do Sustentável 2007 em relação ao 2005?

R – Esta pergunta deve ser respondida com dois enfoques. Houve avanço em ambos. O primeiro está relacionado à logística do evento e o segundo à aceitação e discussão dos temas propostos. A experiência na produção do Sustentável-2005, realizado no Rio de Janeiro, foi extremamente rica. Apesar do amplo e irrestrito apoio de nossas empresas associadas, que deram o suporte financeiro, e dos nossos tradicionais parceiros, encontramos muitas dificuldades para mobilizar a sociedade. O perfil do evento era totalmente novo. Jamais o setor empresarial, no caso representado pelo CEBDS, havia promovido um evento aberto a todos os segmentos da sociedade para discutir desenvolvimento sustentável. Acho que o sucesso foi surpreendente. Trouxemos os maiores especialistas do Brasil e do mundo e lotamos o auditório da Marina da Glória com mais de duas mil pessoas.

O êxito da nossa primeira iniciativa faz com que nossa responsabilidade aumente ainda mais para o Sustentável-2007. E tenho certeza que produziremos um congresso magnífico. Em primeiro lugar, porque aprendemos muito com a experiência do Sustentável-2005. Tivemos como planejar este segundo congresso com mais antecedência, tanto no que diz respeito à logística, quanto em relação à temática. Um exemplo claro dessa evolução aconteceu durante todo o ano de 2006, quando realizamos o ciclo de encontros em parceria com o Instituto Gesc. Foram debates inovadores e extremamente produtivos que vão enriquecer o conteúdo do Sustentável-2007.

2. Os dilemas mudaram em 2 anos?

R – Quanto o assunto é sustentabilidade, dois anos significam muito pouco. Afinal, estamos trabalhando numa área em que as mudanças acontecem a partir de um longo processo de convencimento, compreensão, mudança de atitude etc. Mas numa reflexão mais atenta e detalhada podemos perceber que ocorreram transformações. As cada vez mais freqüentes manifestações da natureza e as advertências feitas por especialistas têm levado governos, empresas e a sociedade civil a aumentar sua preocupação e compreender com mais clareza que devemos abandonar o tradicional modelo de desenvolvimento, excludente e predador. Os grandes dilemas e desafios permanecem praticamente os mesmos nesse período, principalmente quando pensamos no tamanho do problema. Mas estou convencido de que esse processo de conscientização e de envolvimento de todos os atores da sociedade vai possibilitar a implantação deste novo modelo de desenvolvimento que preconizamos.

3. Quais os planos e ações que se pode esperar do CEBDS após o Sustentável 2007?

R- Para o CEBDS, este evento tem um significado muito especial. Estaremos completando dez anos de atividade. Faço essa referência com muito orgulho, porque vejo o quanto nossas empresas evoluíram na direção de uma nova maneira de conduzir seus negócios. Internamente, nossas empresas têm adotado novas práticas, aperfeiçoando seus mecanismos de gestão para conciliar o bom desempenho econômico com as dimensões social e ambiental. Externamente, esses mesmos grupos empresariais têm contribuído de forma muito contundente para induzir as empresas da sua cadeia produtiva a seguirem o mesmo caminho. Também participam de maneira proativa para estimular outros segmentos da sociedade, pela via da ampliação com seus interlocutores e/ou pelo estabelecimento de novas parcerias.

Acho que após o Sustentável-2007, atingiremos um novo patamar. Voltando à comparação com o Sustentável-2005, estou certo que a estratégia de democratizar o tema sustentabildiade ganhará uma força muito significativa após o congresso que realizaremos no Ibirapuera. Democratizar os conceitos do desenvolvimento sustentável é o caminho para que as transformações aconteçam.

4. O Fantástico da TV Globo vem dando um grande espaço para a questão do aquecimento global. Os jornais, revistas e internet começaram a intensificar a cobertura de assuntos ligados ao Desenvolvimento Sustentável. Qual a sua avaliação sobre a qualidade da informação passada e possíveis impactos nas empresa?

R – Tenho a compreensão de que a mídia, ao mesmo tempo que influencia, reflete os anseios da sociedade. A qualidade e profundidade da abordagem são maiores ou menores, dependendo do público-alvo do meio de comunicação. Acho extremamente positiva a intensificação das notícias a respeito de temas como aquecimento global, mesmo considerando que nem sempre a abordagem consegue expressar todos os componentes negativos e positivos que fazem parte desse processo. Esse novo comportamento da mídia será decisivo para imprimir as mudanças que estamos apregoando há 20 anos, quando foi concebido o conceito do desenvolvimento sustentável.

A massificação da informação a respeito dos temas tem feito com que muitas instituições que originalmente abordavam apenas a questão social ou se limitavam a trabalhar no viés ambiental estão migrando para o desenvolvimento sustentável, entendido como uma ação articulada e integrada entre as dimensões econômica, social e ambiental.

As empresas, da mesma forma, precisam estar antenadas para essas mudanças. Precisam aprender a transformar desafios em oportunidades. Caso contrário, não conseguirão sobreviver num mercado em permanente transformação.

5. Como está o seu projeto de escrever o seu segundo livro? Qual será a forma de abordagem ao tema da Sustentabilidade?

R – Em linhas gerais, esse novo livro é uma evolução do primeiro, lançado em 2002 – “O bom negócio da sustentabilidade”. Neste segundo trabalho vou procurar demonstrar que precisaremos ir além do “bom negócio” para garantir a sobrevivência latu-sensu. Se quisermos atingir as metas sociais e ambientais traçadas pela ONU, teremos que inserir a base da pirâmide social no mercado de forma efetiva, romper com a extrema concentração de renda, e reverter o processo de desgaste dos recursos naturais, utilizando seus serviços de forma racional e sustentável. seta

 

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