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Motores a diesel podem rodar com óleo de amendoim sem qualquer dificuldade.” ao contrário do que pode parecer, essa afirmação não é fruto do desenvolvimento recente de alguma tecnologia inovadora. ela foi feita em 1912, pelo engenheiro alemão rudolf diesel, criador do motor de combustão interna que até hoje move carros, caminhões, ônibus e embarcações em todo o mundo a partir da queima do diesel. o cientista apenas não previu que, um século depois, com o planeta enfrentando um processo danoso de mudanças climáticas, o amendoim, assim como a soja, a canola, o girassol e até a gordura animal, representaria uma das esperanças para a preservação do mundo como o conhecemos.
A principal ameaça à vida no planeta, hoje, é o aquecimento global.
Um estudo da nasa (agência espacial americana), divulgado em setembro, revela que os últimos trinta anos registraram aumento de 0,2 ºC por década na temperatura média da terra. os transportes movidos a diesel e gasolina constituem os maiores vilões do processo, pois a produção e a queima de combustíveis derivados de petróleo lançam na atmosfera grandes quantidades de gases de efeito estufa (Gee), com destaque para o dióxido de carbono (Co2).
Em quantidades normais, o Co2, somado a outros Gee, cria uma “barreira” na atmosfera que permite a “ entrada de raios solares e, ao mesmo tempo, evita a fuga de calor, assegurando a temperatura necessária para a existência de vida na terra.
No entanto, o modo de vida moderno tem levado à emissão de Gee em níveis muito altos, quebrando esse equilíbrio e provocando o aquecimento do planeta. nesse contexto, os biocombustíveis ganham importância. ”o carbono emitido no uso do biocombustível é reabsorvido pela própria planta, seja a cana-de-açúcar, que dá origem ao álcool, seja a cultura usada para fabricar o biodiesel”, afirma Carlos Cerri, pesquisador do Centro de energia nuclear na agricultura da UsP (Universidade de são Paulo) e membro do iPCC (Painel interamericano de mudanças Climáticas). “o impacto positivo para o controle de emissões é enorme”, completa.
Segundo a ANP (agência nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis), o diesel mineral representa 57% do consumo atual de combustíveis no Brasil.
Os combustíveis “limpos” também devem desempenhar papel decisivo no futuro do País dentro do Protocolo de Quioto, pois os países em desenvolvimento podem ter metas concretas de redução de emissão de Gee a partir de 2012 – a questão será um dos temas em debate na CoP 12, Conferência das Partes sobre mudança do Clima, que será realizada de 6 a 17 de novembro, no Quênia. 
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